Saturday, 6 February 2021

Janita Salomé ‎– Olho De Fogo (1987)

Genre: Folk, World, & Country
Format: CD, Vinyl
Label: Transmedia, Schiu!

Tracklist:
A1.   Os Amantes
A2.   Estrela Cadente
A3.   Poema
A4.   Azul Branco
A5.   Senhora Do Almortão
B1.   Ao Passar Junto Da Vide
B2.   O Zéfiro E A Chuva
B3.   Saias Do Freixo Em Gibraltar
B4.   Quando A Luz Fechou Os Olhos
B5.   Cantata

Credits:
Producer – José Mário Branco

BIOGRAFIA

João Eduardo Salomé Vieira nasceu na vila do Redondo em 17 de Maio de 1947. O pai era ourives e um cantor excelente que sempre estimulou os filhos para a música. Janita , o mais novo de cinco irmãos, começou a cantar com 8 ou 9 anos e depois dos 16 anos integra alguns grupos de baile como o conjunto Planície e os Vagabundos do Ritmo.

Com 18 anos sai do Alentejo e vai para Lisboa trabalhar como funcionário judicial.

Com o Grupo de Cantadores do Redondo grava, em 1978, o disco "O Cante Da Terra".

Em 1980 torna-se músico profissional quando passa a acompanhar Zeca Afonso ao vivo. O seu primeiro álbum a solo, "Melro", com canções alentejanas e fados de Coimbra, foi editado em 1980.

Descobre a música da África árabe em 1981 durante uma estada em França.

Em 1983 foi editado o álbum "A Cantar Ao Sol" com produção de João Gil. Recebe o "Se7e de Ouro" e osJanita Salomé Prémios de Revelação das revistas "Música & Som" e "Nova Gente".

O disco "Lavrar Em Teu Peito", produzido novamente por João Gil, foi editado em 1985. Participou também no álbum "Galinhas do Mato" de José Afonso.

"Olho de Fogo" foi editado em 1987 pela Transmédia. A produção deste disco foi de José Mário Branco.

Estreou-se como actor, desempenhando o papel de Conde de Óbidos, na peça "Margarida do Monte" do grupo A Barraca. Janita musicou "Cante Cigano" e "Margarida No Convento" para esta adaptação de Hélder da Costa de um texto de Marcelino Mesquita. 

Em 1990, formou o projecto Lua Extravagante com os seus irmãos Vitorino e Carlos Salomé e com a cantora Filipa Pais. O disco homónimo foi editado em 1991.

O álbum "A Cantar à Lua", que implicou uma recolha de fados de Coimbra dos anos 20 e 30, foi editado também em 1991.

Janita Salomé regressou aos discos em 1994 com o álbum "Raiano" produzido por Fernando Júdice. Em 1995 recebeu o Prémio Blitz para melhor voz masculina nacional. 

Participou no disco "Voz & Guitarra" de 1997 com os temas "Os Homens do Largo" (com Pedro Jóia) e "Não é Fácil o Amor". Participa também no disco "Três Estórias à Lareira".

Janita Salomé e o seu irmão Vitorino realizam, em Fevereiro de 1998,  no Centro Cultural de Belém, dois concertos em homenagem a Zeca Afonso.

Durante a Expo 98 participou na rubrica "As Vozes" e foi o convidado de Sofia de Portugal no seu espectáculo "Afinidades".

Participou no disco "Canções Proibidas: o Cancioneiro do Niassa", com as canções de campo da guerra colonial, que contou com a participação de outros interpretes como Rui Veloso, Paulo de Carvalho e Carlos do Carmo, entre outros.

"Músicas de Sol e Lua", um projecto que inclui a participação de Sérgio Godinho, Vitorino, Filipa Pais, Janita Salomé e Rão Kyao que são acompanhados por vários instrumentistas, foi apresentado pela primeira vez a 11 de Julho de 1999, em Bona, no Festival da Lusofonia.

A NDrecords editou a banda sonora do espectáculo "Tempo", estreado no Casino Estoril em Julho 2000, com música de Pedro Osório e com a participação dos cantores Rita Guerra e Janita Salomé.

O disco do projecto Vozes do Sul, dirigido por Janita Salomé, com a intenção de celebrar o cante alentejano, foi editado em 2000. No disco participaram: Os Ceifeiros de Pias, As Camponesas de Castro Verde, Grupo da Casa do Povo de Serpa, Cantadores do Redondo, Filipa Pais, Bárbara Lagido e Catarina, Marta, Patrícia, Janita e Vitorino por parte da familia Salomé. O disco estava pronto desde 1998 mas só saiu em 2000 porque não foi fácil arranjar editora. A edição foi da Capella, uma etiqueta ligada aos estúdios Audiopro.

O disco "Vozes do Sul foi recompensado com a atribuição do Prémio José Afonso de 2000. Participa no disco "Canções de Embalar" organizado por Nuno Rodrigues (ex-Banda do Casaco).

O disco "Tão Pouco e Tanto", com cinco temas inéditos e seis regravações, foi editado em Maio de 2003. O disco contou com a participação de José Peixoto, Mário Delgado, Pedro Jóia e José Mário Branco. Dulce Pontes colabora no tema "Senhora do Almortão".

Em Março de 2004 apresenta o disco "Tão Pouco e Tanto" no Grande Auditório do CCB. Em Abril, trinta anos depois do 25 de Abril, é editado o álbum "Utopia", registo dos concertos de Vitorino e Janita Salomé, onde interpretaram canções de José Afonso.

Em 2007 é editado o disco "O Vinho dos Amantes".

White Noise - An Electric Storm (1969)

Style: Psychedelic Rock, Experimental
Format: CD, Vinyl
Label: Island Records, Antilles

Tracklist:
A1.   Love Without Sound
A2.   My Game Of Loving
A3.   Here Come The Fleas
A4.   Firebird
A5.   Your Hidden Dreams
B1.   The Visitation
B2.   The Black Mass: An Electric Storm In Hell

Credits:
Percussion – Paul Lytton
Special Stereo Effects – David Vorhaus
Electronics – Brian Hodgson, Delia Derbyshire
Vocals – Annie Bird, John Whitman, Val Shaw
Producer – Kaleidophon

When White Noise’s debut album, An Electric Storm, landed on Island Records in 1969, it must have sounded like nothing else. Packaged in a striking black and white sleeve that pictured a spark of lightning streaking across a black sky, this was an album that - quite rightly as it turned out - resembled as much a scientific experiment as any conventional musical document.

White Noise came into being when David Vorhaus, an American electronics student with a passion for experimental sound and classical music attended a lecture by Delia Derbyshire, a sound scientist at the BBC’s Radiophonic Workshop whose claim to fame was writing the original Doctor Who theme tune. With the help of fellow Radiophonic Workshop composer Brian Hodgeson, Vorhaus and Derbyshire hunkered down at Kaleidophon Studios in Camden to pen an album that reconciled pop music with the experimental avant-garde. The result is a set of eerie, delightful songs that, for all their surface simplicity, shimmer with vestigial synthesiser swells, strange echoes, disembodied voices, and distant music-box trills.

Outside of a few equally adventurous ‘60s releases – the debut album from US psychedelic pioneers The United States Of America, for instance – this is pretty much uncharted territory, particularly for a major label release. On '‘My Game Of Loving'’, a dozen multi-tracked voices built to a panting orgasm, while the closing '‘Black Mass An Electric Storm In Hell'’ ushers the record to a freeform close in a clatter of freeform drums, cavernous echo and chilling, animalistic screams. Perhaps unsurprisingly, An Electric Storm would struggle to find an audience on its release, and in the following years, great leaps in synthesiser technology somewhat diminished White Noise’s experimental achievements. One thing that would remain timeless, however, were the songs themselves. An Electric Storm would later become a key inspiration on bands like Add (N) To X and Broadcast, synthesiser explorers who picked through these primitive, vestigial sound experiments, took careful notes, and eventually, set out to craft their own futuristic pop lullabies.
Louis Pattison / BBC Review

Massacre ‎– Meltdown (2001)

Style: Avantgarde, Free Improvisation
Format: CD, Vinyl
Label: Tzadik

Tracklist:
1a.   Up For It
1b.   Song For Che
1c.   Closing Circles And Loose End
  2.   Hover
  3.   For Good And Scatter
  4.   Figure Out
  5.   The Empire Strikes Back
  6.   Over

Credits:
Drums, Voice, Melodica – Charles Hayward
Electric Bass – Bill Laswell
Electric Guitar – Fred Frith
Songwriter– Laswell, Hayward, Charlie Haden, Frith

This album takes its title from the fact that it was recorded live at Robert Wyatt's Meltdown Festival in London in June of 2001. It brings together guitarist Fred Frith, bassist Bill Laswell, and drummer Charles Hayward, who, in 1982 (with original drummer Fred Maher in Hayward's place), set the downtown New York avant-garde scene on its ear with the blistering Killing Time. The group reunited in 1998 to record Funny Valentine, an essential (if not quite as brilliant) follow-up. The group's third recorded effort finds them moving into more typical group improv territory, mostly setting up patterns and alternating solos. The fact that they are who they are keeps those patterns and solos from ever getting boring, of course, but a few tightly composed numbers like those found on Killing Time would have been nice. That said, there is gorgeous playing from Frith in particular on "For Good and Scatter," Laswell puts his formidable funk chops to work on "Hover," and "Figure Out" moves from complex improvisatory interplay to an eerily beautiful ambient coda. "The Empire Strikes Back" seems to consist entirely of electronically treated crowd noise -- a surprisingly effective two-minute interlude before the final number, an energetic and jazzy piece aptly titled "Over." The only thing that makes this album slightly disappointing is the fact that Massacre has previously set the bar for themselves so high; it would constitute no wave genius on the part of any other band.
Rick Anderson / AllMusic