Sunday, 25 October 2020

António Emiliano ‎– Fausto, Fernando, Fragmentos (1988)

Style: Contemporary, Experimental
Format: CD, Vinyl
Label: Transmedia

Tracklist:
A1.   Alegres Camponeses
A2.   A Inocência Perdida
A3.   Pairo À Beira De Mim
A4.   O Único Mistério Do Universo
A5.   Quando Eu Morrer
A6.   Febre
B1.   Melodia Vaga 
B2.   A Vingança Dos Servos
B3.   O Mundo Volta A Ser Do Pensamento
B4.   Teçamos O Pano Da Vida
B5.   Filho Das Trevas, Filho Da Noite

Credits:
Voice – Filipa Pais
Mixed By – José Fortes
Producer – António Emiliano

Notes:
Music by António Emiliano for the production "Fausto, Fernando, Fragmentos" of the Teatro Nacional D.Maria II, with text by Fernando Pessoa, in the version by António S.Ribeiro, and stage direction by Ricardo Pais.

BIOGRAFIA

António Henrique de Albuquerque Emiliano nasceu, no dia 25 de Janeiro de 1959, em Lisboa.

Desde cedo dedicou-se aos estudos musicais tendo mesmo frequentado o Conservatório Nacional de Lisboa. Aos 17 anos abandonou esses estudos optando por uma prática musical mais criativa tendo chegado a fazer parte de uma das formações do conhecido grupo Beatnicks.

Nos anos de 1977 e 1978 frequentou o 1º ano da Licenciatura em Engenharia Electrotécnica do Instituto Superior Técnico, da qual desistiu inscrevendo-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1982 licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses).

Foi um dos músicos participantes no disco "Sonho Azul" de Né Ladeiras. Em 1983 e 1984 colaborou em vários espectáculos realizados no Frágil por Anamar e Luís Madureira.

Em 1985 produziu o disco "Em Pessoa" de José Campos e Sousa, com textos de Fernando Pessoa. Foi nesse ano que iniciou publicamente a sua actividade de criação musical fazendo a banda sonora da peça "Teatro de Enormidades Apenas Críveis à Luz Eléctrica", espectáculo baseado em textos de Aquilino Ribeiro, concebido por Ricardo Pais, Olga Roriz, Luís Madureira e António Emiliano, com cenografia e figurinos de António Lagarto, pelo qual recebeu o Prémio da Crítica para Melhor Música de Teatro.

Em 1986 foi o autor da música do bailado "Espaço Vazio" (com coreografia de Olga Roriz), das bandas sonoras dos filmes "Repórter X" de José Nascimento (onde também entra como actor) e "Duma Vez Por Todas" de Joaquim Leitão (pelas quais recebeu mais tarde o Prémio de Música do Instituto Português de Cinema) e ainda da peça "Anatol" com encenação de Ricardo Pais. Com Nuno Rebelo e Emanuel Ramalho formou os Vors Trans Vekta que duraram pouco tempo. Assinou ainda a produção e arranjos do disco "Na Vida Real" de Sérgio Godinho que viria a vencer o Se7e de Ouro 86 para Disco de Música Popular.

A edição da banda sonora do filme "Repórter X" de José Nascimento com música de António Emiliano e participação de Anamar, Sérgio Godinho e Rui Reininho esteve prevista para ser editada pela Ama Romanta.

Recebeu o Prémio da Crítica para Melhor Música de Teatro, pelo espectáculo "Anatol".

Em 1987 compôe a música do bailado "Treze Gestos de Um Corpo" de Olga Roriz. Produziu ainda os discos "Aguaceiro" de Lena d'Água e "Negro Fado" de Vitorino. Volta a colaborar com Luís Madureira.

Em 1988 fez a banda sonora do filme "A Mulher do Próximo" de José Fonseca e Costa e de "Voltar" de Joaquim Leitão.António Emiliano

"Gahvoreh", a primeira obra de Gagik Ismailian para o Ballet Gulbenkian, sobre uma música original de António Emiliano, foi estreada em Julho de 1988.

Foi também o autor da banda sonora da peça de teatro "FAUSTO. FERNANDO. FRAGMENTOS", uma encenação de Ricardo Pais para o Teatro Nacional D. Maria II. Recebe o Prémio Garrett especial de música.

Os discos "Fausto Fernando Fragmentos" e "Gahvoreh" foram editados em 1989 pela Transmédia. No entanto a editora foi à falência pouco tempo depois.

Assina a música de "Ad Vitam", com coreografia de Paulo Ribeiro, e de "Estranhezas", com coreografia de Paula Massano.

Recebe o Prémio Garrett 1989 Especial de Música (da Secretaria de Estado da Cultura) para o espectáculo "Fausto. Fernando . Fragmentos" e o Se7e de Ouro 89 para Disco de Música Instrumental Contemporânea para os discos "Gahvoreh" e "Fausto. Fernando . Fragmentos".

Em 1990 volta a colaborar com Joaquim Leitão, em dois filmes da série "Love At First Sight", e com José Fonseca e Costa no filme "Os Cornos de Cronos".

Faz a banda sonora do filme "Ao Fim da Noite" (1991) de Joaquim Leitão.

É o autor da semi-ópera "Amor de Perdição", com encenação de Ricardo Pais e coreografia de Olga Roriz, estreada em Novembro de 1991 no Teatro Nacional de São Carlos. A obra foi apresentada no Théâtre Royal de La Monnaie, em Bruxelas, por ocasião da Europália '91.

Em 1993 produziu a faixa "Matar Saudades" incluída na reedição do disco "Banda do Casaco Com Ti Chitas". Colabora na coreografia "The Seven Silences of Salome", estreada em Londres por ocasião da reabertura do Savoy Theatre de Londres. O espectáculo recebeu o Time Out Award para melhor bailado do ano.

Em 1994 assina a banda sonora do filme "Uma Vida Normal", novamente de Joaquim Leitão.

Por ocasião das comemorações do centenário do Infante D. Henrique colabora na "Miscelânea de Garcia de Resende", com encenação e dramaturgia de Rogério de Carvalho, que foi apresentada na Culturgest.

Assinou a banda sonora da "Tragicomédia de D. Duardos", de Gil Vicente, com encenação de Ricardo Pais, apresentada em 1996 no Teatro Nacional S. João.

Suspendeu a actividade artística em 1996 para se dedicar exclusivamente à docência e à investigação em Linguística.

Retomou a actividade artística em 2005. Em 2006 assinou a banda sonora do filme "20,13" de Joaquim Leitão.

António Emiliano ‎– Gahvoreh (1988)

Style: Contemporary, Experimental
Format: CD, Vinyl
Label: Transmedia

Tracklist:
1.   Oração
2.   Guerra
3.   Viagem
4.   Procissão
5.   Terra Natal

Credits: Artwork – Paulo Emiliano Mixed By – José Fortes Producer – António Emiliano

Notes:
This record contains the original music commissioned by the Music Department of the Calouste Gulbenkian Foundation
for the choreography GAHVOREH by Gagik Ismailian, which was first performed in July 1988.

BIOGRAFIA

António Henrique de Albuquerque Emiliano nasceu, no dia 25 de Janeiro de 1959, em Lisboa.

Desde cedo dedicou-se aos estudos musicais tendo mesmo frequentado o Conservatório Nacional de Lisboa. Aos 17 anos abandonou esses estudos optando por uma prática musical mais criativa tendo chegado a fazer parte de uma das formações do conhecido grupo Beatnicks.

Nos anos de 1977 e 1978 frequentou o 1º ano da Licenciatura em Engenharia Electrotécnica do Instituto Superior Técnico, da qual desistiu inscrevendo-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1982 licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses).

Foi um dos músicos participantes no disco "Sonho Azul" de Né Ladeiras. Em 1983 e 1984 colaborou em vários espectáculos realizados no Frágil por Anamar e Luís Madureira.

Em 1985 produziu o disco "Em Pessoa" de José Campos e Sousa, com textos de Fernando Pessoa. Foi nesse ano que iniciou publicamente a sua actividade de criação musical fazendo a banda sonora da peça "Teatro de Enormidades Apenas Críveis à Luz Eléctrica", espectáculo baseado em textos de Aquilino Ribeiro, concebido por Ricardo Pais, Olga Roriz, Luís Madureira e António Emiliano, com cenografia e figurinos de António Lagarto, pelo qual recebeu o Prémio da Crítica para Melhor Música de Teatro.

Em 1986 foi o autor da música do bailado "Espaço Vazio" (com coreografia de Olga Roriz), das bandas sonoras dos filmes "Repórter X" de José Nascimento (onde também entra como actor) e "Duma Vez Por Todas" de Joaquim Leitão (pelas quais recebeu mais tarde o Prémio de Música do Instituto Português de Cinema) e ainda da peça "Anatol" com encenação de Ricardo Pais. Com Nuno Rebelo e Emanuel Ramalho formou os Vors Trans Vekta que duraram pouco tempo. Assinou ainda a produção e arranjos do disco "Na Vida Real" de Sérgio Godinho que viria a vencer o Se7e de Ouro 86 para Disco de Música Popular.

A edição da banda sonora do filme "Repórter X" de José Nascimento com música de António Emiliano e participação de Anamar, Sérgio Godinho e Rui Reininho esteve prevista para ser editada pela Ama Romanta.

Recebeu o Prémio da Crítica para Melhor Música de Teatro, pelo espectáculo "Anatol".

Em 1987 compôe a música do bailado "Treze Gestos de Um Corpo" de Olga Roriz. Produziu ainda os discos "Aguaceiro" de Lena d'Água e "Negro Fado" de Vitorino. Volta a colaborar com Luís Madureira.

Em 1988 fez a banda sonora do filme "A Mulher do Próximo" de José Fonseca e Costa e de "Voltar" de Joaquim Leitão.António Emiliano

"Gahvoreh", a primeira obra de Gagik Ismailian para o Ballet Gulbenkian, sobre uma música original de António Emiliano, foi estreada em Julho de 1988.

Foi também o autor da banda sonora da peça de teatro "FAUSTO. FERNANDO. FRAGMENTOS", uma encenação de Ricardo Pais para o Teatro Nacional D. Maria II. Recebe o Prémio Garrett especial de música.

Os discos "Fausto Fernando Fragmentos" e "Gahvoreh" foram editados em 1989 pela Transmédia. No entanto a editora foi à falência pouco tempo depois.

Assina a música de "Ad Vitam", com coreografia de Paulo Ribeiro, e de "Estranhezas", com coreografia de Paula Massano.

Recebe o Prémio Garrett 1989 Especial de Música (da Secretaria de Estado da Cultura) para o espectáculo "Fausto. Fernando . Fragmentos" e o Se7e de Ouro 89 para Disco de Música Instrumental Contemporânea para os discos "Gahvoreh" e "Fausto. Fernando . Fragmentos".

Em 1990 volta a colaborar com Joaquim Leitão, em dois filmes da série "Love At First Sight", e com José Fonseca e Costa no filme "Os Cornos de Cronos".

Faz a banda sonora do filme "Ao Fim da Noite" (1991) de Joaquim Leitão.

É o autor da semi-ópera "Amor de Perdição", com encenação de Ricardo Pais e coreografia de Olga Roriz, estreada em Novembro de 1991 no Teatro Nacional de São Carlos. A obra foi apresentada no Théâtre Royal de La Monnaie, em Bruxelas, por ocasião da Europália '91.

Em 1993 produziu a faixa "Matar Saudades" incluída na reedição do disco "Banda do Casaco Com Ti Chitas". Colabora na coreografia "The Seven Silences of Salome", estreada em Londres por ocasião da reabertura do Savoy Theatre de Londres. O espectáculo recebeu o Time Out Award para melhor bailado do ano.

Em 1994 assina a banda sonora do filme "Uma Vida Normal", novamente de Joaquim Leitão.

Por ocasião das comemorações do centenário do Infante D. Henrique colabora na "Miscelânea de Garcia de Resende", com encenação e dramaturgia de Rogério de Carvalho, que foi apresentada na Culturgest.

Assinou a banda sonora da "Tragicomédia de D. Duardos", de Gil Vicente, com encenação de Ricardo Pais, apresentada em 1996 no Teatro Nacional S. João.

Suspendeu a actividade artística em 1996 para se dedicar exclusivamente à docência e à investigação em Linguística.

Retomou a actividade artística em 2005. Em 2006 assinou a banda sonora do filme "20,13" de Joaquim Leitão.

Taylor McFerrin ‎– Early Riser (2014)

Style: Soul-Jazz, Neo Soul, Modal
Format: CD, Vinyl
Label: Brainfeeder, Beat Records

Tracklist:
01.   Postpartum
02.   Degrees Of Light
03.   The Antidote
04.   Florasia
05.   4 AM
06.   Stepps
07.   Already There
08.   Decisions 
09.   Blind Aesthetics
10.   Place In My Heart 
11.   Invisible/Visible
12.   PLS DNT LSTN

Credits:
Drums – Marcus Gilmore
Vocals, Bass – Jason Fraticelli
Bass – Thundercat
Piano – Cesar Camargo Mariano
Electric Piano, Synthesizer – Robert Glasper
Vocals – Nai Palm, Emily King, Ryat, Bobby McFerrin
Synthesizer, Drums, Bass, Electric Piano, Guitar, Producer – Taylor McFerrin

Prior to the stagnation brought on by the last thirty years or so, the result of clashing theories on how the music should be treated, jazz was a vital art form that changed with the times, going so far as to be labeled as popular music for a time before becoming the museum piece it has gradually settled into (at least within the broader popular conscience). Rather than pushing boundaries, jazz musicians became content exploring already-charted territory, honing their skills on existing sounds and styles rather than looking to create their own.

While the previous generation of black musicians largely found their voice in rap and hip hop, putting their own voice and artistic stamp overtop samples of the previous generation's musical statements, today's artists seem to seek a more holistic approach by incorporating some sixty plus years of musical traditions into a fresh amalgamation that could potentially serve as a cultural re-entry point into genres long since relegated to the halls of academia.

Fortunately, a new breed of jazz-influenced musicians are seeing fit to explore the music's once seemingly endless possibilities, developing a new vocabulary that incorporates a myriad contemporaries styles and ideas alongside the traditional notions of what jazz could or should be.

Making a clear point to distance himself from the a cappella work for which his father is most famous, the younger McFerrin shrouds his compositions on his debut album, Early Riser in a wide range of contemporary and throwback sonic textures that simultaneously look to the past for inspiration and the future for direction. Largely eschewing vocals, McFerrin lets his instrumental chops do the talking, crafting lush soundscapes via his various keyboards within which he then incorporates a number of hip hop-indebted touches.

Skittering beats, odd synth textures and hushed, bedroom vocals all compete for supremacy, entering and exiting the mix in a gauzily lysergic manner that lends the music an organic, undulating feel. Inhabiting the same sonic terrain as fellow jazz-progeny Flying Lotus, opening track "Postpartum" plays with the titular theme, creating a very specific mood tinged with melancholy as the surrounding music plays like a 21st century take on the CTI label's best mid-'70s efforts.

Utilizing the talents of like-minded contemporaries Robert Glasper, Thundercat and Marcus Gilmore on "Already There", McFerrin dives headlong into a modern creative approach to contemporary jazz, utilizing elements of the genre's mid-'70s commercial peak alongside contemporary sonic textures and motifs. This is music that operates at the crossroads of jazz, hip-hop and contemporary R&B, becoming the logical extension of the black musical experience, incorporating the past, present and future into what could, along with a number of contemporary releases from like-minded artists (Glapser and Thundercat included), serve as the vanguard for a new creative movement and a revitalization of a long-dormant American art form.

One of the briefest tracks on the album, "4 am" is also one of the more overtly throwback jazz tracks here, featuring a skittering drum beat and gentle Rhodes line before fading back into the 21st century with "Stepps". Featuring a mechanized drum beat and shimmering synth lines that create a disorientating effect as the world moves in and out of focus, the progression of "Stepps" as a track is sharpened by the arrival of keys and a more consistent rhythm, both of which help lock everything back into focus.

Of the other featured musicians present here, RYAT's guest vocal on "Place in My Heart" is one of the more compelling. Possessing a Björk-like tonality in her vocals and phrasing, RYAT's coupling with McFerrin's Radiohead meets Alain Goraguer circa La Planete Sauvage arrangements, results in a highly rewarding listening experience. One of many subtle successes on Early Riser, "Place in My Heart" leaves the listener hoping for a future pairing of these two.

Coming far enough into the album to have created a buffer between the work of this emerging artist and his established vocalist father, the younger McFerrin uses the penultimate track "Invisible Visible" to showcase his vocal skills, emulating the work of his more famous father as he skillfully navigates a wordless vocal passage that descends into a shuffling, fluttering jazz groove with prominent double bass work behind his tasteful piano statements. It's a clear acknowledgement of his roots, embracing the jazz idiom and looking to move it into a new, more vital (and perhaps even commercially viable) form.

Closing track "PLS DNT LSTN" features frantic drumming, a distorted bass prominently exploring a melodic figure and McFerrin's rock solid keyboard work. The result is a highly celebratory and revelatory conclusion to an album full of subtle surprises. With McFerrin and this latest crop of open, creative minds exploring the hallowed halls of jazz, there seems to be hope the form can and will continue to exist and evolve with society, remaining a relevant and integral art form on the musical and cultural landscape.
John Paul / popMATTERS

Mavis Staples ‎– We Get By (2019)

Genre: Funk / Soul
Format: CD, Vinyl
Label: Anti-

Tracklist:
01.   Change
02.   Anytime
03.   We Get By
04.   Brothers And Sisters
05.   Heavy On My Mind
06.   Sometime
07.   Never Needed Anyone
08.   Stronger
09.   Chance On Me
10.   Hard To Leave
11.   One More Change

Credits:
Bass – Jeff Turmes
Drums – Stephen Hodges
Guitar – Rick Holmstrom
Backing Vocals – C.C. White, Laura Mace
Vocals – Donny Gerrard, Mavis Staples
Producer – Ben Harper

Legendary R&B and gospel singer and activist Mavis Staples has spent her career utilising her voice to spread a message. Since her time with The Staple Singers, she has been an advocate for social justice. While Staples is blessed with an outstanding solo voice, she has always been a proponent of artistic collaboration. Over her entire career, and for her past few musical projects especially, with great results, she has enlisted the assistance of a slew of incredible, big-name artists to carry her message as far as musically possible. We Get By continues Staples’ streak of teamwork — for this album, singer-songwriter and multi-instrumentalist Ben Harper supplied the songs and the production. The result of this duo is a memorable and timely collection of songs that carries an appeal for change.

From the opening riff on “Change”, We Get By invokes vintage American blues. Bare-bones, 12-bar blues tracks are the base from which Staples’ voice and Harper’s songwriting and production build upon throughout a bulk of this collaborative effort. “Anytime” is an undeniably groovy blues rock track that is impossible to get out of one’s head. The majority of the album stays in this lane, and while that opens up the possibility of the music growing grey and muddied, We Get By successfully avoids being overwrought. No song on the album reaches beyond the five-minute barrier, and the instrumentation and Staples’ voice exude enough life to continuously keep any part of the album from feeling superfluous.

“Stronger” is a good-old-fashioned, dirty R&B song, fit with lyrical references to biblical tales and a monstrous climax of lead and backing vocals. It’s heightened by raucous, strong bass, guitars, and drums. The song “Chance on Me” comes after, and while not as energetic as its predecessor, melds blues guitars and soul vocals as well as any song on the entire album.

“Heavy on my Mind” is the most elegiac of We Get By’s collection — the atmospheric song features only vocals and downtrodden guitar (with the exception of a sparingly used tambourine) — fearful of lingering too long on melancholy, the terrific, heart-racing rocker “Sometime” immediately follows.

While We Get By does focus mainly on the blues, Staples and Harper avoid monotony with some tracks that, while equally within the realm of 1970s influence, move a bit outside the strict blues genre used on so many of the other songs. The use of conga drums and smooth, bouncy guitar and bass lines, makes “Brothers and Sisters” We Get By’s funkiest song and a track that would feel at home on a Parliament album. Further expanding on the musical range of the album, the titular track features Donny Gerrard (of Skylark) on lead vocals, and is the album’s beautiful introduction to its soul music influence that shows itself on later songs like “Never Needed Anyone” and “Hard to Leave”. The album closes with the powerful “One More Change”. The song is the soulful farewell that We Get By deserves, setting sights towards the future.

The sound on We Get By is made to sound larger than its humble R&B tracks might initially lead one to assume – via the backing vocals laden throughout the record to highlight and bolster Staples already otherworldly voice. And that really is what sets this album apart from being just another revivalist blues record with a message — Harper understands that his compositions and production cannot outshine Mavis Staples on a song, and on We Get By he wisely chooses not to sonically overwhelm the listener by heavy-handedly inserting himself into the album. Instead, Harper has written and produced We Get By to assist in showcasing Staples as much as possible.

There is a remarkably warm tone to everything on this album, and the music presented is the same music that rises from dark basement bars in the southern United States and forces passersby to stop what they are doing and listen, and breathe. We Get By is a simple album. There are no songs that reinvent the wheel or push the boundaries of blues and soul. Because of this, everything on the album feels classic.

The music on We Get By perfectly accompanies the Gordon Parks photo that serves as the album’s cover. Just as Parks utilised his art to comment upon the contemporary reality of America, Staples and Harper are attempting to do the same — this is an album that’s enveloped in the complicated and frustratingly stagnant process of progressive change. And while Staples and Harper use We Get By as a means to reflect upon the challenging contemporary American moment and the changes still necessary to be made in order for the country to achieve something better for itself and its people, it is an album that is assuredly full of hope.
Evan Welsh / Sungenre

Michael Brook ‎– Cobalt Blue (1992)

Style: Ambient, Drone, Space-Age
Format: CD, Vinyl
Label: Virgin, 4AD, Rough Trade

Tracklist:
01.   Shona Bridge
02.   Breakdown
03.   Red Shift
04.   Skip Wave
05.   Slipstream
06.   Andean
07.   Slow Breakdown
08.   Ultramarine
09.   Urbana
10.   Lakbossa
11.   Ten
12.   Hawaii

Credits:
Arranged By  – Brian Eno
Producer – Michael Brook
Vocals – Ben Arion, Jo Burgess
Violin – Nell Catchpole, Hahn Rowe
Keyboards, Acoustic Percussion, Fan Drum, Bells – James Pinker
Accordion, Piano, Vibraphone – Roger Eno
Composed By – Brian Eno, Michael Brook
Synthesizer (All DX7 Voices) – Brian Eno, Michael Brook
Guitar, Infinite Guitar, Synthesizer, Buzz Bass, Bass, Snare – Michael Brook

Recorded in collaboration with luminaries including Brian Eno and Daniel Lanois, Cobalt Blue possesses a depth and complexity which standard ambient recordings lack. Much more than a mere showcase for the technical wizardry of Michael Brook's signature "infinite guitar" sound, the album absorbs a vast range of influences spanning from Middle Eastern rhythms to spaghetti western soundtracks to forge a series of shimmering dreamscapes as provocative as they are evocative.
Jason Ankeny / AllMusic