Sunday, 22 March 2020

Bruno Pernadas ‎– Worst Summer Ever (2016)

Style: Fusion, Contemporary Jazz
Format: CD, FLAC
Label: Pataca Discos

Tracklist:
1.   Love Versus Love
2.   Granado Wire
3.   September 4th
4.   Intro
5.   This Is Not A Folk Song
6.   Waltz
7.   Worst Summer Ever
8.   Before It Gets Too Late

Credits:
Bruno Pernadas - Guitar
Francisco Brito - Doublebass
Pedro Pinto - Doublebass
Joel Silva - Drums
David Pires - Drums
Sérgio Rodrigues - Piano
João Mortágua - Alto Saxophone
Desidério Lázaro - Tenor Saxophone

Depois de no dia 23 de Setembro Bruno Pernadas nos ter presenteado com dois discos, ouvimo-los noite e dia e temos algumas coisas a dizer sobre eles. Setembro não nos deixou sem antes dar início ao outono, mas este ano uma nova estação invade a nossa casa: Bruno Pernadas com Worst Summer Ever e Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them promete aquecer as nossas noites e acalmar as nossas vidas agitadas. O jazz único do português que este ano apaga 34 velas deslumbrou os nossos ouvidos com o seu primeiro álbum How can We Be Joyful in a World Full of Knowledge onde temas como Ahhhhh e Première assinam pelo artista pelo modo como vibram em nós. 
Agora em dose dupla, o compositor além de ocupados, deixa-nos…deslumbrados. 
Worst summer ever é a banda sonora perfeita para a história sem personagens que Bruno nos conta. 
Pode não figurar ninguém, mas os instrumentos de sopro guiam a intriga, a inspiração marca o lugar, a bateria gera o movimento e ação e a gentil guitarra é o figurante com mais destaque que qualquer filme teve. 
Aqui o jazz não é música de ambiente, não passa despercebido. As três primeiras faixas conservam o jazz às suas origens com um boom no final de cada uma delas. 
This is not a Folk song foi a que mais nos surpreendeu. Pela simplicidade, pela harmonia, pela genialidade. Existe algo de familiar com este tema que nos envolve e tranquiliza. Perto do quinto minuto deste tema gera-se uma melodia vibrante onde cada instrumento tem a sua vez de brilhar num crescendo entusiasmante. 
Mas se a alegria nos invade com este último tema, a música Worst Summer Ever é diferente. Todas as histórias têm o seu capítulo de disputa, onde se gera a luta contra o vilão ou a momentânea derrota do bem. Este penúltimo tema transpira isso mesmo. 
Bruno encontra a rebeldia do jazz, ou talvez o jazz tenha despertado nele esta rebeldia? 
Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them conserva a sonoridade do jazz mas dá-lhe uma frescura e criatividade que nos deixa perplexos. As letras foram compostas em parceria com Rita Westwood, também a responsável pelas artes de capa dos dois discos. 
As inspirações orientais são claras em Problem number 6 e Anywhere In Spacetime, sendo que esta última se destacou entre as nossas favoritas. 
No entanto é o futurismo que mais marca este álbum, numa redescoberta deste estilo musical, onde a electrónica se conjuga com os instrumentos mais clássicos e a uma voz mutável (Francisca Cortesão e Margarida Campelo) que dão música a amantes abertos o suficiente para se prenderem a nada. 
E assim fica guiada a visita a Bruno Pernadas, já sabíamos ter em Portugal grandes nomes do jazz, mas inovadores como este? Parece-nos que não. 
E que falta que este lisboeta da Pataca Discos nos estava a fazer, nada melhor que dois grandes discos para nos despedirmos do Verão, que assim, sem dúvida, não foi o pior de sempre.
PIB 

Bruno Pernadas ‎– Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them (2016)

Style: Afrobeat, Downtempo, Free Jazz, Space-Age, Folk
Format: CD, FLAC
Label: Pataca Discos

Tracklist:
01.   Poem 1
02.   Spaceway 70
03.   Problem Number 6
04.   Valley In The Ocean
05.   Anywhere In Spacetime
06.   Poem
07.   Because It's Hard To Develop That Capacity On Your Own
08.   Galaxy
09.   Ya Ya Breathe
10.   Lachrymose

Credits:
Alto Saxophone, Tenor Saxophone – João Capinha
Baritone Saxophone, Tenor Saxophone – Raimundo Semedo
Bass – Nuno Lucas
Drums, Percussion – João Correia
Flute – Diana Mortágua
Guitar, Keyboards, Piano, Bass, Synthesizer, Vocals – Bruno Pernadas
Piano, Keyboards, Vocals – Margarida Campelo
Trumpet, Flugelhorn, Flute – Diogo Duque
Vocals – Afonso Cabral, Francisca Cortesão
Words By – Bruno Pernadas, Rita Westwood
Written-By, Arranged By, Producer – Bruno Pernadas

Depois de no dia 23 de Setembro Bruno Pernadas nos ter presenteado com dois discos, ouvimo-los noite e dia e temos algumas coisas a dizer sobre eles. Setembro não nos deixou sem antes dar início ao outono, mas este ano uma nova estação invade a nossa casa: Bruno Pernadas com Worst Summer Ever e Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them promete aquecer as nossas noites e acalmar as nossas vidas agitadas. O jazz único do português que este ano apaga 34 velas deslumbrou os nossos ouvidos com o seu primeiro álbum How can We Be Joyful in a World Full of Knowledge onde temas como Ahhhhh e Première assinam pelo artista pelo modo como vibram em nós. 
Agora em dose dupla, o compositor além de ocupados, deixa-nos…deslumbrados. 
Worst summer ever é a banda sonora perfeita para a história sem personagens que Bruno nos conta. 
Pode não figurar ninguém, mas os instrumentos de sopro guiam a intriga, a inspiração marca o lugar, a bateria gera o movimento e ação e a gentil guitarra é o figurante com mais destaque que qualquer filme teve. 
Aqui o jazz não é música de ambiente, não passa despercebido. As três primeiras faixas conservam o jazz às suas origens com um boom no final de cada uma delas. 
This is not a Folk song foi a que mais nos surpreendeu. Pela simplicidade, pela harmonia, pela genialidade. Existe algo de familiar com esta tema que nos envolve e tranquiliza. Perto do quinto minuto deste tema gera-se uma melodia vibrante onde cada instrumento tem a sua vez de brilhar num crescendo entusiasmante. 
Mas se a alegria nos invade com este último tema, a música Worst Summer Ever é diferente. Todas as histórias têm o seu capítulo de disputa, onde se gera a luta contra o vilão ou a momentânea derrota do bem. Este penúltimo tema transpira isso mesmo. 
Bruno encontra a rebeldia do jazz, ou talvez o jazz tenha despertado nele esta rebeldia? 
Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them conserva a sonoridade do jazz mas dá-lhe uma frescura e criatividade que nos deixa perplexos. As letras foram compostas em parceria com Rita Westwood, também a responsável pelas artes de capa dos dois discos. 
As inspirações orientais são claras em Problem number 6 e Anywhere In Spacetime, sendo que esta última se destacou entre as nossas favoritas. 
No entanto é o futurismo que mais marca este álbum, numa redescoberta deste estilo musical, onde a electrónica se conjuga com os instrumentos mais clássicos e a uma voz mutável (Francisca Cortesão e Margarida Campelo) que dão música a amantes abertos o suficiente para se prenderem a nada. 
E assim fica guiada a visita a Bruno Pernadas, já sabíamos ter em Portugal grandes nomes do jazz, mas inovadores como este? Parece-nos que não. 
E que falta que este lisboeta da Pataca Discos nos estava a fazer, nada melhor que dois grandes discos para nos despedirmos do Verão, que assim, sem dúvida, não foi o pior de sempre.
PIB 

Brian Eno ‎– Ambient 4 (On Land) (1982)

Style: Abstract, Experimental, Ambient
Format: CD, Vinyl
Label: Editions EG, Virgin, Astralwerks

Tracklist:
1.   Lizard Point
2.   The Lost Day
3.   Tal Coat
4.   Shadow
5.   Lantern Marsh
6.   Unfamiliar Wind
7.   A Clearing
8.   Dunwich Beach, Autumn, 1960

Credits:
Bass – Bill Laswell
Guitar – Axel Gros, Michael Brook
Synthesizer – Michael Beinhorn
Composed By, Producer – Brian Eno

It seems that in the world of popular music, the golden period allotted to many great artists spans just one decade. There may be flashes of brilliance afterwards -- and even a sizable helping of enjoyable music -- but for the most part, once those ten years are up, the genius spigot gets turned off. David Bowie, Pink Floyd, Neil Young, Bruce Springsteen, and Led Zeppelin are just a handful of artists that produced a string of remarkable works year after year, until suddenly running out of gas, anomalies like Young's Freedom notwithstanding. 
Brian Eno, since he stands outside the pop realm in so many other ways, would seem to be exempt from mundane laws like these. But 1982's Ambient 4: On Land may very well be one of the bookends of Eno's classic period, with Roxy Music's 1972 debut the other. He was far from washed up after On Land, as a document as pleasurable as the following year's Apollo: Atmospheres and Soundtracks would prove. But from there on out, Eno sounded set in his ways, comfortable exploring the nuances of familiar ground rather than lighting out for the territories as he had done so expertly until then. It doesn't help matters that Eno's discography at this point begins to dissolve into collaborations and side projects and diversions, until the concept of a true Brian Eno record gets hopelessly muddled. Eno almost certainly likes it that way, and chuckles when uptight squares like myself waste time longing for past glories and getting hung up on questions of authorship. 
Eno had tinkered with the idea of ambient music on 1975's Another Green World, but it still sounded like a revelation when, in 1976, he released Discreet Music. It would give ambient and new age the tone they have been content to maintain to this day, one unlikely ever to change. But if the simple, calm synth pattern was Eno's most frequently-employed gift to the genres he fathered, it was not his only one. On Land departs from the static and the placid about as often as ambient can before ceasing to be ambient, which is what makes it the last indisputably pioneering Eno album. As Eno has mapped it out here, the terrain at the borders of ambient may grab far more attention than that of Discreet Music. There are sounds and textures striking enough on their own to overcome Eno's decision not to assemble them into any overt structure. 
It was his aim to mimic his experience of recording sounds from a patio in Ghana, transforming it into art by placing a frame around some of it. He wanted to communicate a sense of place in eight tracks, some named for places he had been, some for places he hadn't, and some for general spaces or ideas like "A Clearing" and "Shadow". On Land is not so much the soundtrack to a nonexistent movie as it is the soundtrack to the banal experience of standing in a certain place and listening. 
That banality, however, reveals something to the open mind. On Land, as ostensibly disorganized as it is, still tugs at emotions, and the effect of the record is not to induce boredom but to disconcert. With Slipknot not competing for that goal, its methods may be too subtle, but there's an undeniable creepiness present. Ambient music washes over a room rather than dominating it, but On Land makes a space less inviting and less comfortable. One wonders what it was that Eno found so intriguing about the places depicted on this album, but if his representations were accurate, he makes us rather glad that we're not there. Peeking in on those places from the safety of our own stereos, however, remains a unique trip in the ambient canon, one whose position in Eno's glorious body of work remains formidable.
Brian James / popMATTERS

Tindersticks ‎– Claire Denis Film Scores 1996-2009 (2011)

Style: Soundtrack, Indie Rock, Art Rock
Format: CD, Vinyl
Label: Constellation


White Material (2009)
1-01.   Opening
1-02.   Bus Vision 1
1-03.   The Boxer
1-04.   White Material
1-05.   Children's Theme 1
1-06.   Maria And The Boxer
1-07.   Workers
1-08.   Andre And The Old Man
1-09.   Yellow Dog
1-10.   Maria And The Old Man
1-11.   Maria And The Sheriff
1-12.   Andre's Death
1-13.   Children's Theme 2
1-14.   Attack On The Pharmacy
1-15.   Bus Vision 2
1-16.   Closing

35 Rhums (2008)
2-01.   Opening
2-02.   Train Montage 1
2-03.   Night Time Apartments
2-04.   Night Train
2-05.   Lionel Home Drunk
2-06.   Train Montage 2
2-07.   René's Death
2-08.   Lubec
2-09.   Mechtilde
2-10.   Lanterns
2-11.   The Necklace
2-12.   Closing


           L'Intrus ( Stuart A. Staples) (2004)
3-01.   Opening
3-02.   Binoculars
3-03.   Running Dogs
3-04.   Night Drive
3-05.   Horse Dream
3-06.   Pusan Snow
3-07.   The Purple Sea
3-08.   Sleepless Night
3-09.   The Black Mountain
3-10.   Closing
           Vendredi Soir (Dickon Hinchliffe) (2002)
3-11.   Nightfall
3-12.   Le Vestibule
3-13.  Le Rallye
3-14.   Falling Asleep
3-15.   Jean
3-16.   Street Fight
3-17.   Laure's Theme
3-18.   Hotel Love
3-19.   Footsteps
3-20.   La Voiture
3-21.   Chambre 26
3-22.   Sunrise

Trouble Every Day (2001)
4-01.   Opening Titles
4-02.   Dream
4-03.   Houses
4-04.   Maid Theme
4-05.   Room 321
4-06.   Computer
4-07.   Notre Dame
4-08.   Killing Theme
4-09.   Taxi To Coré
4-10.   Coré On Stairs, Love Theme
4-11.   Maid Theme [End]
4-12.   Closing Titles
4-13.   Killing Theme [Alternative Version]
4-14.   Trouble Every Day

Nénette Et Boni (1996)
5-01.   Ma Soeur
5-02.   La Passerelle
5-03.   Les Gâteaux
5-04.   Camions
5-05.   Nénette Est Là
5-06.   Petites Chiennes
5-07.   Nosfératu
5-08.   Petites Gouttes D'eau
5-09.   Les Cannes À Pêche
5-10.   La Mort De Félix
5-11.   Nénette S'en Va
5-12.   Les Bébés
5-13.   Les Fleurs
5-14.   Rumba