Sunday, 9 September 2018

Os Tubarões ‎– Tema Para Dois (1983)

Style: Folk, World
Format: Vinyl
Label: Os Tubarões

Tracklist:
A1.   Ta Cundum Cundum
A2.   Note Tropical
A3.   Separaçon
A4.   Tema Para Dois
B1.   Somada
B2.   Cansera Sem Midida
B3.   Mister Di Cretcheu
B4.   Bardolega

Credits:
Bass – Mário Bettencourt
Drums – Zé Rui Brazão
Organ, Piano – José Arlindo D. Couto
Viola, Saxophone, Clarinet  – Jaime A. Do Rosário
Rhythm Guitar, Vocals – Ildo Lobo

Os Tubarões ‎– Tabanca (1980)

Style: Folk, World
Format: CDVinyl
Label: Os Tubarões, Sons D'África

Tracklist:
A1.   Tabanca
A2.   Mar Piscina Di Nhas Lágrimas
A3.   Rasposta
A4.   Nha Terra Aonte E Aoje
A5.   Guintche Bô Ca É
B1.   Distino Di Criola
B2.   Largan Largan
B3.   Manú
B4.   Tabanca D'Tchada Grande
B5.   Neto

Credits:
Bass – Mário Bettencourt
Drums – Zé Rui Brazão
Organ, Piano – José Arlindo D. Couto
Viola, Saxophone, Clarinet  – Jaime A. Do Rosário
Rhythm Guitar, Vocals – Ildo Lobo

Os Tubarões ‎– Djosinho Cabral (1979)

Style: Folk, World
Format: CD, Vinyl
Label: Os Tubarões

Tracklist:
01.   Djosinho Cabral
02.   Nho Santiago
03.   Holanda Ê D'Holandês
04.   Biografia Dum Criolo
05.   Oitenta Melodioso
06.   Zebra
07.   Xema
08.   Tanha
09.   Nôs Raça
10.   Avizinha De Rapina
11.   Ask Xanana

Credits:
Bass – Mário Bettencourt
Drums – Zé Rui Brazão
Organ, Piano – José Arlindo D. Couto
Viola, Saxophone, Clarinet  – Jaime A. Do Rosário
Rhythm Guitar, Vocals – Ildo Lob

Os Tubarões ‎– Tchon Di Morgado (1976)

Styel: Folk, World
Format: Vinyl
Label: Os Tubarões

Tracklist:
A1.   Cascabudjo
A2.   Pensamento
A3.   Nhu
A4.   Cinco Di Julho
A5.   Patrice Lumumba
B1.   Forti Trabadja P' Alguém
B2.   Tchon Di Morgado
B3.   Avenida Marginal
B4.   Sombras Di Distino
B5.   Disispero

Credits:
Bass – Mário Bettencourt
Drums – Zé Rui Brazão
Organ, Piano – José Arlindo D. Couto
Viola, Saxophone, Clarinet  – Jaime A. Do Rosário
Rhythm Guitar, Vocals – Ildo Lob


Os Tubarões ‎– Pépé Lopi (1976)

Styel: Folk, World
Format: CD, Vinyl
Label: Os Tubarões

Tracklist:
A1.   Labanta Braco
A2.   Vent D'sueste
A3.   Lutchinha
A4.   Cabral Ca Mori
A5.   Alto Cutelo
B1.   Pépé Lopi
B2.   Panhal Na Toc
B3.   Stranger Ê Um Ilusao
B4.   Saragaca
B5.   Strela Negra

Credits:
Bass – Mário Bettencourt
Drums – Zé Rui Brazão
Organ, Piano – José Arlindo D. Couto
Viola, Saxophone, Clarinet  – Jaime A. Do Rosário
Rhythm Guitar, Vocals – Ildo Lobo

Muzsikás / Sebestyén Márta / Alexander Balanescu ‎– Bartók Album (1998)

Style: Folk, Népzene
Format: CD, Cass.
Label: Hannibal Records

Tracklist
01.   Dunántúli Friss Csárdások (Transdanubian Fast Csárdás)
        Themes From Violin Duo No. 32
02.   Jocul Barbatesc
03.   Bartók Béla: 32. Duó "Máramarosi Tánc"
04.   Máramarosi Táncok (Máramaros Dances)
05.   Porondos Víz Martján (On The Riverbank)
06.   Kanásztáncok Két Hegedűn (Swineherds' Dance)
07.   Dunántúli Ugrósok (Transdanubian "Ugrós")
08.   Pásztornóták Hosszúfurulyán (Shepard's Flute Song)
        Themes From Violin Duo No. 28
09.   Forgácskúti Legényes (Forgácskúti Lad's Dance)
10.   Pejparipám Rézpatkója (My Horse's Shoes)
11.   Bartók Béla: 28. Duó "Bánkódás"
12.   Bonchidai Lassú Magyar (Slow Lad's Dance From Bonchida)
13.   Magyarbecei Öreges Csárdások (Magyarbece Csárdás)
14.   Pe Loc
15.   Botos Tánc (Bota Dance)
        Themes From Violin Duo No. 44
16.   Torontáli Táncok (Torontáli Dances)
17.   Ardeleana
18.   Bartók Béla: 44. Hegeduduó Erdélyi Tánc
19.   Füzesi Ritka Magyar (Lad's Dance From Füzes)
20.   A Temető Kapu (Churchyard Gate)
21.   Mérai Lassú Csárdás És Szapora (Dances Of Kalotaszeg)
22.   Elindultam A Hazámból (I Left My Homeland)

Credits:
Bass – Hamar Dániel
Sounds (Natural) – Ország Mihály, Vida Antal
Viola – Éri Péter
Violin – Alexander Balanescu, Porteleki László, Sipos Mihály, Éri Péter
Voice – Márta Sebestyén

Saturday, 8 September 2018

Grupo De Cantares De Manhouce ‎– Vozes Da Terra (1990)

Style: Folk, World Music
Format: Vinyl
Label: EMI-Valentim De Carvalho, Música Lda.

Tracklist:
A1.   Senhor Lexandre
A2.   Espadelada
A3.   Ó Menina Aurora
A4.   Vai-te Embora António
A5.   Rabela De Vilarinho
A6.   Reis De Manhouce
B1.   Patocina Nogueira
B2.   Ó Robeira, Ó Ribeira
B3.   Ó Laranja, Olá Laranja
B4.   Eu Venho De Lá De Riba
B5.   Senhora Da Saúde
B6.   Vira Flor

Credits:
Producer – Mário Martins

Qualquer um de nós pode, em qualquer dia da semana, entrar numa boa discoteca (uma que ainda não se tenha convertido à situação exclusiva de intermediário entre os armazenistas ingleses e os estabelecimentos nocturnos hoje conhecidos pelo mesmo nome) e apoderar-se das obras completas de Carlos Paredes e José Afonso, da Amália dos anos 50 e 60, de um ou outro disco de Carlos do Carmo, de uma boa compilação de fado (uma que combinasse as correntes «vadia» e «aristocrata», incluindo Marceneiro, Carlos Ramos, João Braga e João Ferreira Rosa, entre outros, seria, em dúvida, a mais indicada), dos primeiros álbuns de Vitorino e Janita Salomé, de uma ou outra banda sonora contemplando as incursões de José Mário Branco pela música transmontana, dos dois primeiros LP do Grupo de Cantares de Manhouce, do essencial disco único dos Ó Que Som Tem, da estreia dos Almanaque, de passagens esporádicas da discografia da Brigada Victor Jara e da obra do GAC. Quem o fizer, levará para casa o melhor lote (parcialmente) disponível no mercado dessa variante de música portuguesa, no interior da qual conceitos como «qualidade» e «autenticidade» se dão desesperadamente as mãos até nos fazerem sentir num apelo surdo à nossa cumplicidade que há um património entregue a unia luta renhida contra o fantasma da extinção. Que em toda a produção posterior ao reinado da denominada MPP apenas tenhamos sentido o frémito dessa corrente telúrica no subsolo das obras de nomes como António Variações, Ocaso Épico, Heróis do Mar (primeiro álbum), António Emiliano e, pontualmente, Sétima Legião, confirma-nos que alguma razão assiste àquele quase imperceptível impulso de sobrevivência vindo do interior ou das margens daquela realidade (consoante o gesto parte de um «genuíno» ou de um «voyeur» da cidade). E depois, é claro, há o paradigma cujo desaparecimento do mercado converteu em utopia: a colecção completa de recolhas de música tradicional de Michel Giacometti. A música genuína em trânsito do produtor para o consumidor sem a razão nem o comércio de permeio. Demasiado tem-po estacionada em arquivos estatais e particulares, na reentrada em circulação desse património inestimável poderiam (diferente de «deveriam», note-se) repousar as esperanças da redescoberta de uma essência (e, em última análise, da identidade) nacional de que vos falei há algumas semanas e a consequente revitalização dos centros nervosos da música portuguesa, cuja caminhada para o futuro terá de passar mais por aí que por Manchester ou Nova Iorque (digo-o sem qualquer acesso de patriotismo e sem  pretender xenofobicamente fechar outras portas nos dias da aldeia global). É verdade que quem gosta mesmo de música deseja discos óptimos independentemente da sua origem no espaço e no tempo; mas, se existe uma forma de música (no seio da qual se albergam inúmeros subtipos) que levou oito séculos a fazer-se a si própria, por que razão ela se há-de extinguir agora que falta tão pouco para a transposição da mítica fasquia do ano 2000? Conceda-se toda a atenção a discos como Terreiro Das Bruxas dos Vai De Roda (do qual João Lisboa já aqui se ocupou) e Vozes Da Terra do Grupo de Cantares de Manhouce. E, sobretudo, não os poupemos a críticas (se for caso disso) porque trocar a subvalorização pela sobrevalorização deixar-nos-á no mesmo ponto do mapa. Vozes Da Terra, por exemplo, é um disco no qual coexistem elementos do mais puro fascínio e factores relacionados com a direcção musical que tomam a sua abordagem pouco convidativa. Se Cantares Da Beira e Aboio — os dois primeiros álbuns — revelaram dureza e pureza quanto baste para repor, ainda que temporariamente, na ordem do dia realidades semiocultas como aquelas a que atrás faço alusão, e se Cânticos Populares Religiosos definiu um certo tipo de ambientes inequívoco que, por exemplo, levou Miguel Esteves Cardoso a escrever na ocasião uni texto interessantíssimo sobre a noite portuguesa (não a que começa no Kremlim e termina no Alcântara-Mar, mas a que nos entra pela janela do comboio quando viajamos de madrugada), Vozes Da Terra perde-se um pouco na tentativa de conciliação entre duas componentes que, embora ancoradas na mesma origem popular, resultam aos nossos ouvidos como forças antagónicas. Assim, enquanto as vozes (femininas e masculinas, mas sobretudo aquelas) actuam por meio da sua extrema beleza e de um vigor indomesticado directamente sobre os nossos centros emocionais, a concepção dos arranjos parece nortear-se por um sentido civilizador que empurra a secção instrumental para uma toada morna de tuna académica em cuja superficialidade esbarra o «apelo da terra» que, no quadro actual da música portuguesa, não nos importaríamos nem um pouco de sentir. Por tudo o que atrás escrevi, terá o seu quê de contraproducente dizer que os melhores momentos do quarto álbum do Grupo de Cantares de Manhouce são aqueles em que O Mistério Das Vozes Búlgaras e Pogues à portuguesa são as imagens que de imediato nos ocorrem. Mas, bem vistas as coisas, talvez seja essa a maneira mais eficaz de definir os caminhos que o disco poderia ter seguido. (LP EMI/Valentim de Carvalho 1990) 
Ricardo Saló / Expresso

Grupo De Manhouce ‎– Cânticos Populares Religiosos (1985)

Style: Classical, Fado, Religious
Format: CD, Vinyl
Label:  EMI-Valentim De Carvalho, Música Lda.

Tracklist:
01.   Embalo
02.   O Menino De Jesus
03.   Amado Jesus
04.   Aqui Estão As Três Rosinhas
05.   Quando Ouvires Tocar Pr'à Missa
06.   Repenica O Sino
07.   Bendito E Louvado Seja
08.   Muito Lindo É O Céu
09.   Senhora Das Dores
10.   À Porta Das Almas Santas
11.   Aleluia
12.   Vindo O Lavrador Da Arada
13.   Encontrei Nossa Senhora
14.   Ladaínha De Nossa Senhora
15.   Ladaínha De Todos-Os-Santos

Credits:
Composed By, Written-By – Traditional
Engineer – Hugo Ribeiro
Producer – Mário Martins

Friday, 7 September 2018

Vai De Roda ‎– Terreiro Das Bruxas (1990)

Style: Folk
Format: CD, Vinyl
Label: UPAV

Tracklist:
01.   Terreiro das Bruxas
02.   Rosinha Vem-te Comigo
03.   Baile Das Mafarricas
04.   Realejo Sacabruxas
05.   Branles
06.   Ronda Dos Espanta Papões I
07.   Quadrilha (e Vivá Música)
08.   Credo
09.   La Vitorina
10.   São João
11.   Ronda Dos Espanta Papões II
12.   Çapatinho Rebatido/Polca
13.   Ungaresca/Saltarello

Credits:
Manuel Tentúgal (hurdy-gurdy, vocals, tin whistle, conch shell, bodhrán, berimbau, pots, bongos, jingle bells, cymbals, triangle, palmas, shaker, percussive objects, carillon, pots and pans, adufe, bass drum, synthesizer, sequencing),
Miguel Teixeira (guitar),
Abílio Santos (braguesa, vocals, ukelele, harmonica, pandeiro, adufe, bodhrán, palmas),
Cristina Martins (synthesizer),
Helena Soares (accordion),
Sérgio Ferreira (violin, vocals),
Eduardo Coelho (Portuguese guitar, guitar, ukelele, vocals),
Jorge Lira (pipes, tin whistle, recorder, uillean pipes, vocals)

Savage Republic ‎– Ceremonial + Trudge (2002)

Style: New Wave, Industrial, Avantgarde
Format: CD, Vinyl
Label: Mobilization Records

Tracklist:
01.   Trudge
02.   Trek
03.   Siege
04.   Assembly
05.   Valetta
06.   Andelusia
07.   Walking Backwards
08.   1000 Days
09.   Mediterranea
10.   Dionysius
11.   Ceremonial
12.   Year Of Exile
13.   Land Of Delusion

Credits:
Bass, Trombone, Keyboards, Voice – Thom Fuhrmann
Drums, Percussion, Bongos, Voice – Mark Erskine
Guitar, Bass, Dulcimer, Voice – Greg Grunke
Guitar, Percussion, Horn, Voice – Ethan Port
Keyboards, Guitar, Mandolin, Percussion – Robert Loveless
Mixed By, Guitar, Bass, Percussion, Voice – Bruce Licher

Both the 1985 Ceremonial LP and the 1985 Trudge EP are combined onto one CD on this reissue, which despite the title actually puts the tracks on Trudge before the ones from Ceremonial. Ceremonial is their most accomplished and accessible work, largely jettisoning the harsher scrapings of the early records for expansive instrumentals featuring chiming guitars and occasional touches of ethereal trombone. Aiming for (and sometimes achieving) a hypnotic drone, at their best these have a melancholy beauty, bringing raga rock into the post-punk age. The title track, unusually, features a female vocal from guest singer Louise Bialik, as well as (relatively) conventional lyrics. Trudge, originally released as a four-song, import-only 12", contains instrumentals from the mid-'80s. These are fully realized works, not just odds and ends; in fact, if they had been added to the Ceremonial album, they would have fit in pretty well, and maybe even counted among the stronger tracks.
Richie Unterberger / AllMusic