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Monday, 8 April 2019

Bruno Pernadas ‎– How Can We Be Joyful In A World Full Of Knowledge (2014)

Style: Afrobeat, Psychedelic Rock, Ambient, Folk
Format: CD, FLAC
Label: Pataca Discos

Tracklist:
1. Ahhhhh
2.  I ndian Interlude
3.  Huzoor
4. Première
5.  Guitarras
6.  Pink Ponies Don't Fly On Jupiter
7.  How Would It Be 1
8.  How Would It Be 2
9.  L.A.

João Correia - Drums and Percussion
Sérgio Costa - Flute
Ricardo Ribeiro - Bass and Soprano Clarinets
José Maria Gonçalves - Saxophones
Afonso Cabral - Vocals
Margarida Campelo - Vocals
Francisca Cortesão - Vocals
Bruno Pernadas - Composition, Keyboards, Synthesizers, Vocals, Vibraphone and Guitars

Os ouvidos de Bruno Pernadas e todas as suas experiências parecem apontar para uma mistura interminável de influências. Prova disso é o seu disco de estreia a solo, How Can We Be Joyful In a World Full of Knowledge? (editado pela Pataca Discos), um trabalho dividido em nove destinos paradisíacos diferentes, através do uso extremamente bem calculado de experiências sonoras que vão desde o jazz ao Space Age-Pop.

Sem quaisquer exageros, Bruno Jorge de Oliveira Pernadas possui já um curriculum vitae bastante recheado e por isso, não era de esperar outra coisa. A sua experiência a solo estreia-se de forma bem sucedida, explorando pequenos desdobramentos de géneros musicais – consequência da herança que traz consigo, fruto dos seus vários trabalhos na cena jazz portuguesa. Composto e produzido pelo próprio, o álbum parece dividir-se em duas fatias distintas e conta com a colaboração de João Correia e Margarida Campelo (pertencentes a Julie & the Carjackers), Afonso Cabral (dos You Can’t Win, Charlie Brown) e Francisca Cortesão (Minta & the Brook Trout).

O single de abertura e previamente conhecido, “Ahhhhh”, surge extremamente bem posicionado já que nos abre portas para a linhagem musical experimental do disco – das notas vocais doces que repetem incessantemente Ahhhhh, ao exercício imposto pelo ritmo afro-beat que se acaba por criar. Abertura esta para o “Indian Interlude”, com ares de conto de fadas, que suspira ardentemente a um universo de colagens e ambiente pop sonhador.

Entretanto, somos transportados para outro destino improvável, o tema “Guitarras”, cujo nome define melhor do que ninguém o que se ouve nos seus quase oito minutos de duração. Exercício que condensa linhas de guitarra a saltitar num jogo instrumental alegre e onde se junta uma espécie de solo de improvisação de xilofone.

A atmosfera em que nos vimos até aqui isolados termina e somos levados para a outra fatia sonora do disco. Isto começa em “How Would It Be 1″, tema que dá início a uma estética mais tímida da obra. Três canções até ao final do trabalho, tratadas com a leveza do açúcar e que nos arrastam para um cenário bucólico e sereno.

How Can We Be Joyful In a World Full of Knowledge? surge-nos como um refúgio paradisíaco, tal como dissemos atrás, com canções capazes de brincar com diferentes cenários e sensações, ao mesmo tempo que intensificam as características (e qualidades) musicais de Bruno Pernadas. Um cenário imenso de opções a serem descobertas por quem o ouve, numa obra esculpida de forma criativa e imprevisível, abarcando vários géneros musicais. Um passo mais do que seguro na carreira do músico; um projecto inaugural que queremos, sem dúvida, ver florescer e sentir ganhar mais força para além dos seus próprios limites.
Ana Isabel Palha Rodrigues / punch 

Bruno Pernadas ‎– Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them (2016)

Style: Afrobeat, Downtempo, Free Jazz, Space-Age, Folk
Format: CD, FLAC
Label: Pataca Discos

Tracklist:
01.   Poem
02.   Spaceway 70
03.   Problem Number 6
04.   Valley In The Ocean
05.   Anywhere In Spacetime
06.   Poem
07.   Because It's Hard To Develop That Capacity On Your Own
08.   Galaxy
09.   Ya Ya Breathe
10.   Lachrymose

Credits:
Alto Saxophone, Tenor Saxophone – João Capinha
Baritone Saxophone, Tenor Saxophone – Raimundo Semedo
Bass – Nuno Lucas
Drums, Percussion – João Correia
Flute – Diana Mortágua
Guitar, Keyboards, Piano, Bass, Synthesizer, Vocals – Bruno Pernadas
Piano, Keyboards, Vocals – Margarida Campelo
Trumpet, Flugelhorn, Flute – Diogo Duque
Vocals – Afonso Cabral, Francisca Cortesão
Words By – Bruno Pernadas, Rita Westwood
Written-By, Arranged By, Producer – Bruno Pernadas

Depois de no dia 23 de Setembro Bruno Pernadas nos ter presenteado com dois discos, ouvimo-los noite e dia e temos algumas coisas a dizer sobre eles. Setembro não nos deixou sem antes dar início ao outono, mas este ano uma nova estação invade a nossa casa: Bruno Pernadas com Worst Summer Ever e Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them promete aquecer as nossas noites e acalmar as nossas vidas agitadas. O jazz único do português que este ano apaga 34 velas deslumbrou os nossos ouvidos com o seu primeiro álbum How can We Be Joyful in a World Full of Knowledge onde temas como Ahhhhh e Première assinam pelo artista pelo modo como vibram em nós. 
Agora em dose dupla, o compositor além de ocupados, deixa-nos…deslumbrados. 
Worst summer ever é a banda sonora perfeita para a história sem personagens que Bruno nos conta. 
Pode não figurar ninguém, mas os instrumentos de sopro guiam a intriga, a inspiração marca o lugar, a bateria gera o movimento e ação e a gentil guitarra é o figurante com mais destaque que qualquer filme teve. 
Aqui o jazz não é música de ambiente, não passa despercebido. As três primeiras faixas conservam o jazz às suas origens com um boom no final de cada uma delas. 
This is not a Folk song foi a que mais nos surpreendeu. Pela simplicidade, pela harmonia, pela genialidade. Existe algo de familiar com esta tema que nos envolve e tranquiliza. Perto do quinto minuto deste tema gera-se uma melodia vibrante onde cada instrumento tem a sua vez de brilhar num crescendo entusiasmante. 
Mas se a alegria nos invade com este último tema, a música Worst Summer Ever é diferente. Todas as histórias têm o seu capítulo de disputa, onde se gera a luta contra o vilão ou a momentânea derrota do bem. Este penúltimo tema transpira isso mesmo. 
Bruno encontra a rebeldia do jazz, ou talvez o jazz tenha despertado nele esta rebeldia? 
Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them conserva a sonoridade do jazz mas dá-lhe uma frescura e criatividade que nos deixa perplexos. As letras foram compostas em parceria com Rita Westwood, também a responsável pelas artes de capa dos dois discos. 
As inspirações orientais são claras em Problem number 6 e Anywhere In Spacetime, sendo que esta última se destacou entre as nossas favoritas. 
No entanto é o futurismo que mais marca este álbum, numa redescoberta deste estilo musical, onde a electrónica se conjuga com os instrumentos mais clássicos e a uma voz mutável (Francisca Cortesão e Margarida Campelo) que dão música a amantes abertos o suficiente para se prenderem a nada. 
E assim fica guiada a visita a Bruno Pernadas, já sabíamos ter em Portugal grandes nomes do jazz, mas inovadores como este? Parece-nos que não. 
E que falta que este lisboeta da Pataca Discos nos estava a fazer, nada melhor que dois grandes discos para nos despedirmos do Verão, que assim, sem dúvida, não foi o pior de sempre.
PIB 

Bruno Pernadas ‎– Worst Summer Ever (2016)

Style: Fusion, Contemporary Jazz
Format: CD, FLAC
Label: Pataca Discos

Tracklist:
1.   Love Versus Love
2.   Granado Wire
3.   September 4th
4.   Intro
5.   This Is Not A Folk Song
6.   Waltz
7.   Worst Summer Ever
8.   Before It Gets Too Late

Credits:
Bruno Pernadas - Guitar
Francisco Brito - Doublebass
Pedro Pinto - Doublebass
Joel Silva - Drums
David Pires - Drums
Sérgio Rodrigues - Piano
João Mortágua - Alto Saxophone
Desidério Lázaro - Tenor Saxophone

Depois de no dia 23 de Setembro Bruno Pernadas nos ter presenteado com dois discos, ouvimo-los noite e dia e temos algumas coisas a dizer sobre eles. Setembro não nos deixou sem antes dar início ao outono, mas este ano uma nova estação invade a nossa casa: Bruno Pernadas com Worst Summer Ever e Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them promete aquecer as nossas noites e acalmar as nossas vidas agitadas. O jazz único do português que este ano apaga 34 velas deslumbrou os nossos ouvidos com o seu primeiro álbum How can We Be Joyful in a World Full of Knowledge onde temas como Ahhhhh e Première assinam pelo artista pelo modo como vibram em nós. 
Agora em dose dupla, o compositor além de ocupados, deixa-nos…deslumbrados. 
Worst summer ever é a banda sonora perfeita para a história sem personagens que Bruno nos conta. 
Pode não figurar ninguém, mas os instrumentos de sopro guiam a intriga, a inspiração marca o lugar, a bateria gera o movimento e ação e a gentil guitarra é o figurante com mais destaque que qualquer filme teve. 
Aqui o jazz não é música de ambiente, não passa despercebido. As três primeiras faixas conservam o jazz às suas origens com um boom no final de cada uma delas. 
This is not a Folk song foi a que mais nos surpreendeu. Pela simplicidade, pela harmonia, pela genialidade. Existe algo de familiar com este tema que nos envolve e tranquiliza. Perto do quinto minuto deste tema gera-se uma melodia vibrante onde cada instrumento tem a sua vez de brilhar num crescendo entusiasmante. 
Mas se a alegria nos invade com este último tema, a música Worst Summer Ever é diferente. Todas as histórias têm o seu capítulo de disputa, onde se gera a luta contra o vilão ou a momentânea derrota do bem. Este penúltimo tema transpira isso mesmo. 
Bruno encontra a rebeldia do jazz, ou talvez o jazz tenha despertado nele esta rebeldia? 
Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them conserva a sonoridade do jazz mas dá-lhe uma frescura e criatividade que nos deixa perplexos. As letras foram compostas em parceria com Rita Westwood, também a responsável pelas artes de capa dos dois discos. 
As inspirações orientais são claras em Problem number 6 e Anywhere In Spacetime, sendo que esta última se destacou entre as nossas favoritas. 
No entanto é o futurismo que mais marca este álbum, numa redescoberta deste estilo musical, onde a electrónica se conjuga com os instrumentos mais clássicos e a uma voz mutável (Francisca Cortesão e Margarida Campelo) que dão música a amantes abertos o suficiente para se prenderem a nada. 
E assim fica guiada a visita a Bruno Pernadas, já sabíamos ter em Portugal grandes nomes do jazz, mas inovadores como este? Parece-nos que não. 
E que falta que este lisboeta da Pataca Discos nos estava a fazer, nada melhor que dois grandes discos para nos despedirmos do Verão, que assim, sem dúvida, não foi o pior de sempre.
PIB