Monday, 30 March 2020

Ava Rocha ‎– Ava Patrya Yndia Yracema (2015)

Style: MPB
Format: CD, Vinyl
Label: Circus

Tracklist:
01.   Boca Do Céu
02.   O Jardim
03.   Você Não Vai Passar
04.   Transeunte Coração
05.   Auto Das Bacantes
06.   Hermética
07.   Beijo No Asfalto
08.   Mar Ao Fundo
09.   Uma
10.   Tão Tão
11.   Doce é O Amor
12.   Oceanos

Credits:
Produzido por Jonas Sá
Masterizado por Ricardo Garcia nos Estúdios Magic Master
Arranjos de cordas e sopros por Jonas Sá e Daniel Vasques
Gravado e Mixado por Martin Scian no estúdio Maravilha 8 e Monoaural Estúdios entre janeiro e agosto de 2014

“Iniciante” é uma palavra que não se aplica ao trabalho de Ava Rocha. Filha do cineasta Glauber Rocha (1939 – 1981), a artista que já se relacionou com diferentes campos da artes, como o teatro, cinema e, em 2011, apresentou o primeiro álbum com a banda Ava, Diurno, encontra no primeiro trabalho em carreira solo um espaço em branco, entregue ao experimento e criação. Uma obra tecida com simplicidade e referências talvez óbvias – como Gal Costa e Cássia Eller -, entretanto, lentamente joga com a interpretação do ouvinte, provocado pelos momentos de caos e acolhido nos instantes de explícita melancolia. 
“Queria um disco pop, inventivo, quente, político, sensual, um disco que reunisse uma série de elementos com uma linha inventiva, que a gente pudesse pirar”, disse a cantora em entrevista ao G1. Curioso encontrar em cada faixa de Ava Patrya Yndia Yracema (2015, Independente) uma pequena porção de cada um dos temas apresentados pela cantora, também responsável pelos versos que sustentam a presente obra. Sem necessariamente perder o controle, ou tropeçar, o registro que conta com a participação de Pedro Sá, Domenico Lancelotti e os quatro integrantes da banda carioca Do Amor é uma obra que delira, explode e encolhe a todo o instante. 
Ao mesmo tempo em que a inaugural Boca do Céu aproxima a artista do mesmo universo “denso” da cena paulistana criada por membros do Metá Metá e Passo Torto, em minutos, o romantismo de Você não vai passar e Transeunte Coração arremessa sem dificuldades o ouvinte para um novo cenário de possibilidades – muito mais pop, descomplicado e acessível. Como indicado logo na capa do disco, uma imagem de temática nonsense, talvez lisérgica, APYY é um trabalho feito para brincar com interpretação do ouvinte, longe de prováveis pontos de apoio e imposições óbvias.

Parte desse resultado surge como um efeito direto da interferência de Jonas Sá, produtor do disco. Convidado para trabalhar com a cantora em estúdio, o cantor e compositor carioca transporta para dentro do álbum parte da estética, sonoridade, excentricidade e referências também exploradas no interior de BLAM! BLAM! (2015), último registro solo do músico. A diferença está na direção assumida por cada artista. Enquanto Sá assume uma trilha marcada pela sexualidade e versos focados na boemia, Rocha mergulha de cabeça na própria intimidade, detalhando relacionamentos fracassados, temas existencialistas e tormentos que bagunçam a mente de qualquer indivíduo. 
A sonoridade arquitetada para o disco contribui de maneira expressiva para o crescimento de cada canção. De um lado, o uso de temas “atmosféricos”, sempre densos, caso de Beijo no Asfalto, Hermética e Mar ao Fundo, músicas que parecem extraídas de diferentes obras cinematográficas lançadas nos anos 1960/1970. No outro oposto, a utilização de arranjos, temas e interferências instáveis, típicas da música tropicalista. Uma constante mudança de direção que flerta com a obra de veteranos como Caetano Veloso sem necessariamente escapar do tracejado temático assumido por Rocha logo na primeira canção. 
Ainda que carregue o nome de Ava Rocha, Ava Patrya Yndia Yracema está longe de parecer uma obra centrada apenas no universo particular da cantora. A cada faixa, um diferente personagem – real ou fictício -, que cresce e dança aos comandos e arranjos versáteis do time de colaboradores. Um trabalho que parece longe de garantir respostas, pelo contrário, parece apenas brincar com a mente do ouvinte.
Cleber Facchi / Miojo Indie

Peter Principle ‎– Sedimental Journey / MTM VOL. 4 (1985)

Style: Experimental, Ambient
Format: CD, Vinyl
Label: Crammed Discs, Made To Measure

Tracklist:
1.   The Anvil Chorus
2.   Pandemonium - Spring
3.   Friends Of The Extinction
4.   Tippi Rider
5.   The Eleventh Race
6.   Noon - Ain't Superstitious
7.   Dnieper
8.   Before The Wind

Credits:
Producer – Gilles Martin, Peter Principle
Electric Guitar, Acoustic Guitar, Bass, Drums, Percussion, Electronic Drums, Organ, Moog Synthesizer, Voice, Composed By, Arranged By – Peter Principle

La Mont Zeno Theatre ‎– Black Fairy (1975)

Genre: Jazz, Funk / Soul
Format: CD. Vinyl
Label: Athens Of The North, Better Boys Foundation Family Center

Tracklist:
01.   Black Fairy Meets Johnny
02.   Please Give Me Some Magic
03.   Black Fairy Meets Black Bird
04.   Tell Them They Are Beautiful
05.   Travel To Afrika-Instrumental
06.   Black Fairy Meets Queen Mother
07.   Afrika's My Home
08.   Black Land Of The Nile
09.   Trip To America
10.   Go Down Moses
11.   Did You Feed My Cow
12.   The Streets Of Harlem
13.   Afrikan Children
14.   Black Men Can Be Beautiful
15.   Black Fairy
16.   Eulogy For Black Fairy
17.   Black Fairy Returns
18.   Hey, Black Child
19.   Johnny & Black Fairy

Credits:
Written By – Eugene Perkins
Bass – Larry Burton
Drums – Michael Llorens
Electric Piano – Anthony Llorens, Jerry Johnson
Guitar – John Llorens
Horns – Earl "Chico" Freeman
Organ – Anthony Llorens
Percussion – Jerry Johnson
Piano – Jerry Johnson
Producer – Pemon Rami
Vocals – Gregory Curry, Tony Llorenst
Backing Vocals – Barry Ray, Denise Llorens, Gregory Curry, Jerry Johnson, Patricia Crawford, Rhonada Myers