Style: Afrobeat, Downtempo, Free Jazz, Space-Age, Folk
Format: CD, FLAC
Label: Pataca Discos
Tracklist:
01. Poem
02. Spaceway 70
03. Problem Number 6
04. Valley In The Ocean
05. Anywhere In Spacetime
06. Poem
07. Because It's Hard To Develop That Capacity On Your Own
08. Galaxy
09. Ya Ya Breathe
10. Lachrymose
Credits:
Alto Saxophone, Tenor Saxophone – João Capinha
Baritone Saxophone, Tenor Saxophone – Raimundo Semedo
Bass – Nuno Lucas
Drums, Percussion – João Correia
Flute – Diana Mortágua
Guitar, Keyboards, Piano, Bass, Synthesizer, Vocals – Bruno Pernadas
Piano, Keyboards, Vocals – Margarida Campelo
Trumpet, Flugelhorn, Flute – Diogo Duque
Vocals – Afonso Cabral, Francisca Cortesão
Words By – Bruno Pernadas, Rita Westwood
Written-By, Arranged By, Producer – Bruno Pernadas
Format: CD, FLAC
Label: Pataca Discos
Tracklist:
01. Poem
02. Spaceway 70
03. Problem Number 6
04. Valley In The Ocean
05. Anywhere In Spacetime
06. Poem
07. Because It's Hard To Develop That Capacity On Your Own
08. Galaxy
09. Ya Ya Breathe
10. Lachrymose
Credits:
Alto Saxophone, Tenor Saxophone – João Capinha
Baritone Saxophone, Tenor Saxophone – Raimundo Semedo
Bass – Nuno Lucas
Drums, Percussion – João Correia
Flute – Diana Mortágua
Guitar, Keyboards, Piano, Bass, Synthesizer, Vocals – Bruno Pernadas
Piano, Keyboards, Vocals – Margarida Campelo
Trumpet, Flugelhorn, Flute – Diogo Duque
Vocals – Afonso Cabral, Francisca Cortesão
Words By – Bruno Pernadas, Rita Westwood
Written-By, Arranged By, Producer – Bruno Pernadas
Depois de no dia 23 de Setembro Bruno Pernadas nos ter presenteado com dois discos, ouvimo-los noite e dia e temos algumas coisas a dizer sobre eles. Setembro não nos deixou sem antes dar início ao outono, mas este ano uma nova estação invade a nossa casa: Bruno Pernadas com Worst Summer Ever e Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them promete aquecer as nossas noites e acalmar as nossas vidas agitadas. O jazz único do português que este ano apaga 34 velas deslumbrou os nossos ouvidos com o seu primeiro álbum How can We Be Joyful in a World Full of Knowledge onde temas como Ahhhhh e Première assinam pelo artista pelo modo como vibram em nós.
Agora em dose dupla, o compositor além de ocupados, deixa-nos…deslumbrados.
Worst summer ever é a banda sonora perfeita para a história sem personagens que Bruno nos conta.
Pode não figurar ninguém, mas os instrumentos de sopro guiam a intriga, a inspiração marca o lugar, a bateria gera o movimento e ação e a gentil guitarra é o figurante com mais destaque que qualquer filme teve.
Aqui o jazz não é música de ambiente, não passa despercebido. As três primeiras faixas conservam o jazz às suas origens com um boom no final de cada uma delas.
This is not a Folk song foi a que mais nos surpreendeu. Pela simplicidade, pela harmonia, pela genialidade. Existe algo de familiar com esta tema que nos envolve e tranquiliza. Perto do quinto minuto deste tema gera-se uma melodia vibrante onde cada instrumento tem a sua vez de brilhar num crescendo entusiasmante.
Mas se a alegria nos invade com este último tema, a música Worst Summer Ever é diferente. Todas as histórias têm o seu capítulo de disputa, onde se gera a luta contra o vilão ou a momentânea derrota do bem. Este penúltimo tema transpira isso mesmo.
Bruno encontra a rebeldia do jazz, ou talvez o jazz tenha despertado nele esta rebeldia?
Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them conserva a sonoridade do jazz mas dá-lhe uma frescura e criatividade que nos deixa perplexos. As letras foram compostas em parceria com Rita Westwood, também a responsável pelas artes de capa dos dois discos.
As inspirações orientais são claras em Problem number 6 e Anywhere In Spacetime, sendo que esta última se destacou entre as nossas favoritas.
No entanto é o futurismo que mais marca este álbum, numa redescoberta deste estilo musical, onde a electrónica se conjuga com os instrumentos mais clássicos e a uma voz mutável (Francisca Cortesão e Margarida Campelo) que dão música a amantes abertos o suficiente para se prenderem a nada.
E assim fica guiada a visita a Bruno Pernadas, já sabíamos ter em Portugal grandes nomes do jazz, mas inovadores como este? Parece-nos que não.
E que falta que este lisboeta da Pataca Discos nos estava a fazer, nada melhor que dois grandes discos para nos despedirmos do Verão, que assim, sem dúvida, não foi o pior de sempre.
PIB



Love Bruno Pernadas! Truly an eclectic melange of styles! I think I like this one a bit better than 'Worst Summer Ever'.
ReplyDeleteSenha necessária?
ReplyDeleteNão, não é necessário senha.
Delete